Lição 3 - O Egipto

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Geografia

Contrariamente à Mesopotâmia, o Egipto foi sempre habitado pelo mesmo povo. Isto deve-se principalmente à situação geográfica isolada do país, tornando difíceis os contactos com os outros povos, exceto ao longo das curtas fronteiras das extremidades Norte e Sul do território.

(Imagem: O deserto do Sahara e o rio Nilo, Egito)

O Nilo, uma artéria vital

O clima do Egipto é bastante seco, mesmo durante o Inverno. Podemos dizer que o Egipto e o Nilo são indissociáveis. Diz-se com frequência que 97% da população egípcia ocupa um território equivalente a 3% da superfície do país.

A agricultura não é possível senão numa estreita faixa de terra nas margens do Nilo. Este atravessa o vasto deserto do Saara e forma o único eixo de comunicação. A economia do Egipto é totalmente dependente da irrigação das águas do Nilo. A história antiga, a religião, a política, a sociologia e a economia são tributárias do Nilo e das suas propriedades vitais.

Antes da construção da barragem de Assuão, o caudal do Nilo aumentava devido à neve que derretia nas montanhas depois do Inverno. As águas inundavam grande parte do vale e deixavam assim humidade suficiente para se esperar obter uma boa colheita. Se a cheia fosse insuficiente, seguia-se um período de fome. Assim, a história de José que encontramos em Génesis 41 relata uma fome de 7 anos, que foi certamente causada pela falta de água. Alguns dos mais antigos textos egípcios referem-se aos problemas ligados ao nível de água.

Quando falamos do Egipto antigo, referimo-nos geralmente a esta parte do vale do Nilo compreendida entre a embocadura do Mediterrâneo e o ponto de intersecção da fronteira do Egipto atual com o Nilo. De facto, a fronteira situava-se quase ao nível da primeira catarata de Assuão. Para lá deste ponto estendia-se a Núbia que, ao longo dos tempos, sofreu cada vez mais a influência egípcia.

De que depende toda a economia, agricultura, e vida do Egipto?

Selecione a resposta correta.

Que tipo de clima tem o Egipto?

Selecione a resposta correta.

Alto e Baixo Egipto

O Egipto esteve sempre dividido em duas partes: o Alto e Baixo Egipto. O Baixo Egipto compreende o delta do Nilo, o último troço do rio. Começa um pouco a Sul do Cairo, no lugar onde o Nilo se ramifica em muitos pequenos cursos de água que, cada um por seu lado, procuram um caminho para o mar e formam em definitivo uma espécie de triângulo invertido (daí o nome “delta”, parecido com a letra do alfabeto grego). O delta do Nilo é composto por uma infinidade de canais e de rios transversais que facilitam a comunicação. Situado no Norte do país, o delta beneficia igualmente da pouca chuva que oferecem os meses de Inverno. Atravessando o Sinai, podia-se chegar facilmente à Ásia Menor; e a Oeste, também se podia visitar a costa líbia. Foi assim que foi possível, já nesse tempo, manter trocas comerciais com outros povos. Graças a essas trocas, o Baixo Egipto foi sempre mais rico, e a sua população mais densa.

O Alto Egipto fica compreendido entre o delta e Cartum, situado a mais de 2000 km a Sul. Ao longo dessa tira de terra estabeleceram-se cidades e aldeias onde se desenvolveram muitas vezes sub-culturas, resultantes do seu relativo isolamento geográfico. Deste modo, nos tempos antigos, encontravam-se, em cada centro importante, várias famílias de deuses.

Como na Mesopotâmia, as cheias regulares levaram a população egípcia a organizar-se segundo o ritmo imposto pela agricultura, e isso a partir do terceiro milénio antes de Cristo. Mas apesar do processo de civilização engendrado, a cultura egípcia ficou sempre bastante estática, devido ao isolamento provocado pela intransponível pressão do deserto do Sara. É surpreendente constatar que as cenas de agricultura e da vida quotidiana pintadas nos túmulos antigos sejam tão semelhantes às que podemos ver ao visitarmos o Egipto moderno. Podemos, assim, imaginar facilmente qual seria a vida do povo hebreu durante a sua escravatura. Por exemplo, vemos muitas vezes tijolos de argila a secar ao sol, semelhantes aos que os Hebreus fabricavam noutros tempos.

Quais são as duas partes que sempre compuseram o Egipto?

Selecione a resposta correta.

Que produzem ainda hoje os Egípcios, e que também foi produzido pelos Hebreus quando ali estiveram como escravos, e que secavam depois ao sol?

Selecione a resposta correta.

(Imagem: Pedra de Roseta)

Os hieróglifos

1798: Os exércitos de Bonaparte ocupam o Egipto. Foi então que se descobriu uma pedra realmente notável em Roseta, numa pequena aldeia do delta. A escrita estranha que aí figurava era semelhante à que ornamentava dezenas de monumentos egípcios e que ninguém ainda tinha conseguido decifrar. Mas a pedra de Roseta iria permitir resolver o mistério. É composta por três textos: o primeiro em hieróglifos, o segundo em demótico (uma forma cursiva simplificada dos hieróglifos) e o terceiro em grego. Na época, o grego era conhecido e facilmente decifrável. Quando se percebeu que os três textos descreviam o mesmo acontecimento, tornou-se possível decifrar as outras duas escrituras comparando-as com o grego. Esta descoberta única permitiu, depois, compreender milhares de outras inscrições que se encontravam um pouco por todo o Egipto. Graças a esta pedra, a história do Egipto antigo está agora muito bem documentada e é conhecida em grande pormenor.

A escrita hieroglífica teve uma evolução semelhante à da escrita cuneiforme na Mesopotâmia. Afirmou-se muitas vezes que uma certa forma de escrita cuneiforme teria sido transmitida aos egípcios no passado e que estes adotaram.

Os hieróglifos são compostos por pictogramas, muito tipicamente egípcios e representam uma coisa ou uma ideia. Posteriormente, os desenhos simbolizaram sílabas. Até ao tempo de Cristo, os sacerdotes usaram os hieróglifos nos seus livros sagrados. O povo preferia o demótico pela sua forma simplificada e mais fluída.

Apesar de os hieróglifos não terem atingido as proporções internacionais da escrita cuneiforme, cobrem, todavia, cada monumento de pedra do antigo Egipto. Moisés aprendeu sem qualquer dúvida os seus princípios durante a sua estadia na corte do Egipto. Embora os hieróglifos fossem utilizados principalmente por uma elite de sacerdotes e escribas profissionais, podemos, no entanto, imaginar que os príncipes da corte do faraó tivessem, pelo menos, um conhecimento das suas bases e que alguns deles pudessem mesmo ter um conhecimento aprofundado dessa escrita.

O que se entende por hieróglifos?

Selecione a resposta correta.

Que elite egípcia era especialista na escrita por hieróglifos?

Selecione a resposta correta.

Que línguas se encontravam na Pedra Roseta?

Selecione a resposta correta.

(Imagem: Hieróglifos Egípcios antigos e representação de deuses egípcios)

O Império Antigo

Quando Jacob chegou ao Egipto, já pôde ver as pirâmides, construídas entre cinco a sete séculos antes. Abraão também as deve ter visto durante a sua estadia no Egipto (Génesis 12). As grandes pirâmides de Gizé foram construídas num curto espaço de tempo de intensa atividade, durante o reinado de três faraós da quarta dinastia (meados do 3º milénio a.C.). Antes, no início da 1ª dinastia, Menes, um monarca do Alto Egipto, conquistou todo o território e reuniu as duas partes do Egipto num só e único reino. Mandou construir uma nova capital em Mênfis, no limite entre o Alto e o Baixo Egipto, um pouco mais a sul do Cairo. Ele chamou ao seu palácio “Faraó” (ou “Casa Branca”), termo que rapidamente se tornou o título atribuído aos soberanos egípcios. Gizé foi escolhida como local de sepulturas. Os túmulos reais tornaram-se cada vez maiores até formar as grandes pirâmides da 4ª dinastia.

As seis primeiras dinastias (uma mudança na família reinante significa uma mudança de dinastia) reinaram desde Mênfis sobre um reino próspero e cuja influência se fez sentir até ao Sul, na Núbia, e até à Palestina através do Sinai, a Nordeste. Os historiadores modernos falam do Império Antigo. As dinastias que se seguiram desde então até à época de Cristo evocam esta época como sendo a mais representativa da cultura egípcia clássica. As gerações seguintes tentaram, com ou sem sucesso, suplantá-la no aspeto da ideologia religiosa e no sentido artístico.

A construção das pirâmides começou na terceira dinastia. No decorrer da 5ª e da 6ª dinastias, o seu tamanho começou a aumentar, enquanto que o poder dos reis parecia diminuir. Depois, a sua construção parou.

Menes chamou ao seu palácio “Faraó”. O que significa este título?

Selecione a resposta correta.

Uma mudança na família reinante significa:

Selecione a resposta correta.

(Imagem: Life in ancient Egypt, frescoes. Egyptians history art. Agriculture, workmanship, fishery, farm. Hieroglyphic carvings on exterior walls of an old temple )

O Império Médio

Depois deste período, uma família poderosa tomou o poder em Tebas, no Alto Egipto. Esta conseguiu unificar o país e reinou durante dois séculos, mais ou menos, de forma muito menos tirânica do que os monarcas do Antigo Império. Muitos indícios levam a pensar que havia uma burocracia importante, possuidora de um poder considerável. Não é impossível que Abraão tenha entrado no Egipto nesta época, fingindo que a sua esposa era sua irmã, na esperança de salvar a sua própria vida (Génesis 12). Numa pintura encontrada num túmulo em Béni Hassan pode ver-se uma pequena caravana semita (de Palestinianos), que se dirige para o Egipto com os seus jumentos carregados, mulheres e crianças. Nada permite afirmar que se tratava de Abraão e da sua família, mas o quadro ajuda-nos a imaginar a cena. Mesmo que “um manto com mangas” seja uma tradução melhor para “a túnica multicolor” de José, as roupas coloridas e as barbas dos visitantes deviam contrastar com as vestes brancas e as caras barbeadas dos Egípcios. Os homens transportam armas e apetrechos provavelmente utilizados na metalurgia. Será que se trata de ferreiros itinerantes?

(Imagem: Papiro Egípcio)

Os Hicsos

Textos do final do Império Médio fazem menção de um importante afluxo de semitas. Esta imigração foi de tal ordem que se tornou necessário construir fortificações entre o Golfo de Suez e o Mediterrâneo, a fim de controlar a situação. Os semitas já presentes no Egipto tinham provavelmente exercido uma influência negativa tão grande na economia do Egipto que se seguiu um novo período de decadência.

Os semitas, provavelmente cananeus do Delta, tiraram proveito da confusão para se apoderarem do poder no Delta e numa parte do Alto Egipto. Eles receberam o nome de Hicsos e foram profundamente odiados pelos egípcios. Estes Hicsos conseguiram manter o poder durante 150 anos.

O relato do sucesso de José no Egipto enquadra-se bem com esta época em que os Hicsos estavam no poder. Nesta altura, numerosas caravanas faziam transportes entre a Palestina e o Egipto, como os Midianitas mencionados no relato bíblico. Neste clima, um semita como José podia mais facilmente adquirir um importante poder político, visto que os Hicsos eram bastante favoráveis aos semitas, “estrangeiros” como eles. É impensável que um rei que não fosse Hicso tivesse dado tantas terras à região de Gosen. Os Egípcios eram camponeses que desprezavam tanto os pastores como os patriarcas.

O relato bíblico referente a José menciona vários objetos e costumes que encontramos nos textos egípcios. Assim, os objetos utilizados na coroação de José, Génesis 41:42 são os símbolos da função de primeiro-ministro. Isso corresponde ao que a Bíblia nos relata: José estava em segundo lugar depois do soberano. Como primeiro-ministro, ele tinha a responsabilidade da vida quotidiana no Egipto, enquanto que o faraó determinava as grandes diretrizes. É essa responsabilidade de José que a Bíblia nos descreve. A história bíblica de José corresponde com precisão ao tipo de governo que existia no Egipto nesse período.

No século dezasseis antes de Cristo, Tebas tornou-se cada vez mais poderosa. Conseguiu por fim expulsar os Hicsos, que foram perseguidos e vencidos a Sul da Palestina, na batalha de Saruchen, no deserto de Negueve. Os tebanos tomaram o poder no Egipto, e, por terem aversão a todos os semitas, alteraram drasticamente o estatuto dos Israelitas que ficaram no Egipto: estes tornaram-se escravos. O “faraó que não conheceu José” fez provavelmente parte desta nova dinastia.

Quem eram os Hicsos?

Selecione a resposta correta.

Porque razão desprezavam os Egípcios os patriarcas?

Selecione a resposta correta.

(Imagem: Templo do Rei Ramsés II em Abu Simbel)

O Império Novo

A nova dinastia de origem Egípcia (a 18ª dinastia) que subiu ao poder inaugurou um longo período de prosperidade e de ordem relativa que durou cerca de cinco séculos. Este período inclui as 18ª, 19ª e 20ª dinastias. Durante o reinado de Ramsés II, que durou 67 anos, o país conheceu o maior período de atividades de construção desde a 4ª dinastia, durante a qual foram construídas as grandes pirâmides. As descrições das ruínas egípcias dedicam-lhe muita atenção.

A admiração por todas estas construções não nos deve fazer esquecer a 18ª dinastia. Foi a época em que os israelitas viveram no Egipto e, segundo a cronologia bíblica, se evadiram. Um facto memorável: nenhum monarca da 18ª dinastia teve filhos varões. Os antigos egípcios não aceitavam mulheres faraós. Para que o país tivesse um faraó, os reis desta dinastia viram-se forçados a fazer alianças de casamento particulares. Acontecia, por vezes, o marido pertencer à mesma família que a esposa, o que originou problemas de doenças hereditárias no final desta dinastia.

(Imagem: Estátua de Hatshepsut no Museu de Antiguidades Egípcias)

Hatshepsut

Segundo a cronologia bíblica 1 Reis 6:1 Moisés nasceu quando este problema tinha atingido o seu apogeu. Tutmósis II, ele próprio de origem humilde, tinha casado com uma princesa, mas procurava desesperadamente uma mulher que lhe desse um filho varão. De outro modo, a sua filha Hatshepsut estaria condenada a casar com um homem do povo. Mas Hatshepsut não se casou e conseguiu, de certa forma, vencer os preconceitos sexistas dos Egípcios. Após a morte do seu pai, ela proclamou-se rei (e não rainha!) e apresentou-se com uma barba e com todos os outros atributos de um faraó masculino. Ela foi um dos faraós mais poderosos. Mandou erigir um dos maiores obeliscos do Antigo Egipto, mandou construir um mausoléu de arquitetura muito imponente a Este de Tebas e mandou vir “do corno de África” (a Somália) plantas e animais desconhecidos no Egipto para aquilo a que nós chamaríamos estudos científicos. Como é que Hatshepsut venceu estes preconceitos centenários contra as mulheres e se conseguiu proclamar rei?

Este foi um dos feitos mais notáveis da história do Egipto. E é ainda mais importante dado o facto dos sacerdotes, a elite religiosa no Egipto, se terem apressado a propor como novo faraó o jovem filho que Tutmósis II tinha tido com uma concubina. A sua manobra não teve qualquer sucesso e o candidato teve que se retirar até ao momento em que, muito mais tarde, se tornou um dos mais poderosos monarcas da 18ª dinastia, sob o nome de Tutmósis III.

Como é que Hatshepsut conseguiu enfrentar o poder dos sacerdotes? Ela não o pode ter conseguido sozinha, mesmo que nos seus discursos afirmasse que o seu pai era Amon, o deus de Tebas, como podemos ler no seu monumento fúnebre. Podemos pensar que ela dispunha de um candidato masculino ao trono, em lugar de quem ela reinava temporariamente. É precisamente neste ponto da história egípcia que podemos incluir, de forma lógica, a história de Moisés, tal como a Bíblia no-la apresenta.

(Imagem: Ilustração da filha do faraó a encontrar Moisés no rio)

Moisés, um resgatado do Nilo

A Bíblia relata como a princesa egípcia descobriu Moisés num cesto de verga nas águas do Nilo. A mãe de Moisés tinha optado por esta solução a fim de escapar aos soldados egípcios que tinham recebido ordens para matar todos os meninos hebreus recém-nascidos. A princesa levou Moisés e adotou-o como seu filho. Porque é que uma princesa egípcia teria tanta pressa em adotar uma criança como seu próprio filho se não por causa da grande dificuldade que a família real estava a sentir em ter rapazes? Não há, em toda a história do Egipto, qualquer outro período em que o relato do salvamento e da adoção de Moisés seja mais plausível. Êxodo 2:1-25

A Bíblia indica claramente que Moisés foi educado na corte do faraó depois de ter passado a primeira infância no meio dos Hebreus. A tradição, tal como é relatada pelo historiador judeu Flávio Josefo no séc. I d.C., parece bastante lógica ao descrever que Moisés teria sido educado a fim de aceder ao trono quando o momento chegasse. Se era verdade que Hatshepsut tinha um filho adotivo e que o queria fazer subir ao trono alguns anos mais tarde, é fácil compreender como ela conseguiu vencer os preconceitos existentes contra as mulheres faraós. Neste caso, ela teria recebido o título de regente. Mas podemos facilmente entender as objeções dos sacerdotes. Moisés não era membro da família real. Nem sequer era realmente egípcio, mas um membro daquele grupo de escravos semitas que eles detestavam, descendente dos Hicsos.

O fim do reinado de Hatshepsut continua envolto em mistério, mas condiz estranhamente com a história de Moisés. Ela desaparece de cena no momento em que Tutmósis III, o candidato sugerido pelos sacerdotes, sobe ao trono. Por que razão desaparece ela subitamente sem resistência? Será possível que as atitudes impulsivas de Moisés tenham contribuído para o seu afastamento? Ao matar um capataz egípcio, ele foi condenado ao exílio e comprometeu o acesso ao trono Êxodo 2:11-15. Para os sacerdotes, era a ocasião ansiada para colocar à frente o seu candidato.

Não dispomos de nenhum texto egípcio que relate este episódio, nem mesmo de textos que mencionem o nome de Moisés (ele teria provavelmente o nome de Tutmósis ou de Amósis). Talvez o texto que lhe fazia referência tenha sido apagado quando todos os textos contendo o nome de Hatshepsut ou escritos por ela foram sistematicamente destruídos. Mas comparando os dados bíblicos com o que revelam os textos egípcios, chegamos à conclusão de que nenhum outro período da história egípcia concorda tanto com o relato bíblico como este.

Que Faraó levou o Egipto a um enorme progresso?

Selecione a resposta correta.

Assinale as declarações verdadeiras:

Selecione a resposta correta.

Que historiador judeu confirmou a grande probabilidade de Hatshepsut ter adotado Moisés?

Selecione a resposta correta.

(Imagem: Esfinge de Gizé)

Os escravos saem do Egipto

A saída dos Israelitas do Egipto é plausível? É óbvio que os textos hieroglíficos dedicam pouca atenção às derrotas, especialmente se escravos fugitivos forem os protagonistas. Não dispomos de nenhuma menção de cavalos e cavaleiros que tenham perecido no mar Vermelho, nem de nenhum relato de um milagre extraordinário. Dependemos inteiramente de provas indiretas. Um pesquisador chamou a atenção para um texto que parece fazer uma referência indireta ao Êxodo, enquanto que um outro texto menciona um faraó que pereceu numa batalha que se desenrolou nesta época.

Supunha-se que o milagre do Mar Vermelho – quando as águas se separaram para deixar passar os Israelitas e se voltaram a fechar, afogando assim os Egípcios perseguidores – estivesse ligado a um maremoto causado pela erupção do vulcão Théra, na ilha grega de Santorini, por volta deste período. No entanto, nenhum indício permite fazer corresponder esta erupção com o período do Êxodo. Além disso, tal quereria dizer que o milagre se teria produzido em qualquer lado nas margens do Mediterrâneo, em vez de no Mar Vermelho, como é especificado na Bíblia (mesmo que a expressão bíblica seja melhor traduzida por “Mar das Canas”, ou dos Juncos, noutros textos este está identificado como Mar Vermelho).

O sucessor de Amenotep II, Tutmósis IV, mandou gravar a inscrição descoberta entre as patas da esfinge de Gizé, na qual exprime a sua surpresa por se tornar rei, como se não estivesse de todo à espera. Podemos deduzir que ele não era o filho herdeiro. Será possível que o filho herdeiro tivesse morrido antes de aceder ao trono, por causa da décima praga – a morte de todos os primogénitos do país Êxodo 11:1-10? É de salientar que a cronologia bíblica situa o Êxodo precisamente durante o reinado do pai de Tutmósis IV. Mesmo que se trate apenas de provas indiretas, isto corresponde bem aos dados bíblicos.

(Imaginação: Gravura de Akenaton no Museu do Cairo)

A heresia monoteísta

Tutmósis IV não reinou muito tempo. Amenotep III sucedeu-lhe. A sua esposa, Tiyi, era de origem muito humilde, mas tornou-se extremamente poderosa e dominou o marido. O seu filho, o rei herético monoteísta Akenaton, parece ter adotado muitas das ideias da sua mãe. Precisamente nesta época, uns anos depois dos acontecimentos extraordinários do Êxodo, um rei egípcio tornou-se monoteísta. Não se tratava do Deus dos Hebreus, mas sim do deus sol Aton, a quem o rei tentou servir de uma forma que se assemelha muito à piedade dos israelitas (compare, por exemplo, o Canto para Aton, de Akenaton com o Salmo 104:1-35). Terá a esposa de Amenotep III tido conhecimento do monoteísmo dos Hebreus e de Moisés no decurso dos acontecimentos dramáticos passados na corte do faraó na época do Êxodo? Será que ela falou disso ao seu filho? Nenhuma prova direta liga os dois acontecimentos, mas a introdução do monoteísmo situa-se precisamente na época em que o Êxodo terá deixado marcas na sociedade egípcia. Trata-se de uma coincidência realmente excecional. Não dispomos, portanto, de provas diretas no que diz respeito ao Êxodo. Mas as provas indiretas são tão eloquentes, que parece lógico concluir que as descobertas arqueológicas vêm uma vez mais apoiar a Bíblia nessa matéria.

O jovem Tutankamon restabeleceu a adoração de Amon, o deus de Tebas, como religião oficial do Egipto. Tendo o reinado de Tutankamon sido muito curto (9 anos apenas; morreu aos 18 anos), o seu túmulo foi um dos mais pobres de todos os túmulos reais. Em contrapartida, foi o único que os arqueólogos descobriram intacto. Todos os outros já tinham sido violados e pilhados. Os tesouros encontrados no túmulo de Tutankamon impressionam-nos muito. No entanto, as suas riquezas eram provavelmente mais modestas do que as dos outros faraós.

Akenaton foi considerado um faraó herético porque motivo?

Selecione a resposta correta.

Porque é que o túmulo de Tutankamon é famoso?

Selecione a resposta correta.

(Imagem: Ancient Egypt. Mummification process. Concept of a next world. Pharaoh sarcophagus. Egyptian gods, mythology. Hieroglyphic carvings. History wall painting, tomb King Tutankhamun)

A dinastia etíope

Durante a última parte do século oitavo e a primeira parte do sétimo, os Núbios reinaram sobre o Egipto, constituindo a 22ª dinastia. Embora não fossem egípcios de origem, tinham habitado tanto tempo no reino do Sul e estavam tão impregnados da cultura egípcia que se poderiam considerar egípcios. Ocupavam o trono quando o rei assírio Senaqueribe foi sitiar Jerusalém em duas ocasiões, em 701 e em 685 a.C.. Foi Tiraca, que conhecemos pelos textos bíblicos e egípcios, que socorreu Jerusalém e impediu o saque da cidade. 2 Reis 18:1-37 2 Reis 19:1-37 Isaías 36:1-22 Isaías 37:9

O historiador grego Heródoto relata uma história interessante respeitante a uma batalha entre os Egípcios e os Assírios perto de Jerusalém. O seu relato apresenta semelhanças notáveis com o relato bíblico. Heródoto conta que, na noite anterior à batalha, os ratos invadiram o acampamento assírio e causaram tantos estragos que os soldados não puderam combater. Levantaram acampamento e bateram em retirada.

O relato bíblico apresenta outros pormenores, mas o resultado final foi o mesmo. Antes que os Assírios pudessem apoderar-se da cidade, o “anjo do Senhor” atacou-os durante a noite e muitos morreram. Os sobreviventes fugiram. Foi o fim do cerco.

É interessante constatar que, nos anais dos diferentes povos, esta batalha foi conhecida como um fiasco total para os Assírios devido a causas misteriosas.

Os núbios eram de origem Egípcia?

Selecione a resposta correta.

Na batalha entre Senaqueribe, da Assíria, e Ezequias de Judá, o que levou o primeiro a bater em retirada?

Selecione a resposta correta.

(Imagem: Templo de Dendera ou Templo de Hathor, um dos mais bem preservados do antigo Alto Egipto.)

Os Saítas

Depois da derrota dos Assírios face aos Medos e aos Babilónicos no fim do séc. VII a.C. (ver lição 2), os Egípcios autóctones reconquistaram o poder e tentaram voltar a colocar a Palestina sob a sua alçada. O faraó Neco II compreendeu que Babilónia, a nova detentora do poder na Mesopotâmia, era uma ameaça muito maior para o Egipto do que o império Assírio, condenado a desaparecer. Por isso, fez uma aliança com a Assíria, enquanto que Judá, sob a direção do bom rei Josias, continuava aliado dos Babilónicos. Em 609 a.C., Neco saiu do Egipto em direção ao Norte da Síria, onde os assírios e os babilónios se defrontavam. Josias tentou pará-lo em Megido, mas perdeu a batalha e a vida. A história política deste período é muito complexa, devido às mudanças contínuas de alianças. Ao compararmos de perto os dados egípcios, babilónicos e bíblicos, descobrimos que o relato bíblico, considerado por muitos como bastante contraditório, é, pelo contrário, extremamente plausível.

Afim de derrotar os babilónicos, a quem se aliou o faraó Neco II?

Selecione a resposta correta.

Que rei da Bíblia morreu na batalha por ser aliado da Babilónia?

Selecione a resposta correta.

Conclusão

Ao longo do nosso percurso através da história do Egipto, descobrimos que a Bíblia é totalmente credível nos pontos em que a história egípcia e o relato bíblico se cruzam. Enquanto que, no passado, muitas vezes se acreditava que a Bíblia só continha fábulas, hoje podemos falar de um relato histórico fiel.

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